Em uma escalada de medidas protecionistas que sinaliza a intensificação das tensões comerciais entre América do Norte, o Canadá anunciou, por meio de seu Departamento de Finanças, a imposição de tarifa de 50% sobre importações de cobre e carvão vegetal derivado da madeira dos Estados Unidos, medida que entra em vigor em 8 de setembro, após a retirada de peixes e frutos do mar da lista de bens alvo, reduzindo o total de itens sujeitos de aproximadamente 800 para 629, conforme confirmado por representante do órgão à agência Bloomberg.
Contexto Estratégico e Ajustes no Escalonamento Tributário
A decisão foi formalizada após ampla consulta com setores produtivos e estratégicos, com o governo canadense justificando a manutenção da retaliação econômica sob o princípio 'dólar por dólar, tarifa por tarifa', mesmo após a exclusão de peixes e frutos do mar da lista, mantendo o foco na pressão sobre o setor madeireiro e minerário americano, cujas exportações de cobre e carvão vegetal têm papel relevante na cadeia produtiva global.
Antecedentes revelam que a iniciativa faz parte da resposta recíproca às tarifas unilaterais impostas pelos EUA sobre steel e aluminum, que atingiram interesses estratégicos canadianos, enquanto a nova faixa tarifária amplia o escopo da disputa para produtos com alto valor agregado, como recipientes de vidro, imagens impressas e azulejos de gesso, ampliando o impacto sobre indústrias tradicionais norte-americanas.
O Canadá impôs tarifa de 50% sobre cobre e carvão vegetal derivado da madeira dos EUA, em medida que reforça a pressão econômica bilateral sob o sistema de retaliação proporcional.
Repercussão Setorial e Desdobramentos nas Relações Comerciais
Autoridades reguladoras e representantes empresariais no Canadá e nos EUA vêm avaliando os impactos setoriais da medida, com associações industriais expressando preocupação quanto à elevação dos custos produtivos e possível interrupção de cadeias logísticas consolidadas ao longo da fronteira norte-americana.
O governo federal reforçou o compromisso de monitorar eventuais violações comerciais perante órgãos multilaterais, enquanto negociadores buscam manter canais diplomáticos abertos para evitar escalada a níveis mais incisivos que possam afetar investimentos e acordos como o USMCA.



