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A dois dias do 2º turno, campanha de Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro por caso 'Dark Horse'

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 18:32
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A dois dias do 2º turno, campanha de Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro por caso 'Dark Horse'
Fatos Rápidos da Notícia
  • Em processo de 257 páginas, coligação aponta suspeitas de financiamento eleitoral oculto e possíveis conexões de recursos do filme com o PCC
  • A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha do presidente Lula (PT) apresentou, nesta sexta-feira (23), uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação do registro ou diploma da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e a inelegibilidade do candidato e de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O pedido envolve suspeitas de abuso de poder econômico e financiamento eleitoral irregular por meio do filme ‘Dark Horse‘, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O processo reúne 257 páginas, incluindo a petição inicial e documentos anexados, entre relatórios de investigação, materiais periciais e reportagens. A ação foi apresentada pela coligação ‘Brasil Pronto pra Mais’ e também inclui Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente de Flávio, entre os investigados.
Resumo Editorial

Em processo de 257 páginas, coligação aponta suspeitas de financiamento eleitoral oculto e possíveis conexões de recursos do filme com o PCC

Em processo de 257 páginas, coligação aponta suspeitas de financiamento eleitoral oculto e possíveis conexões de recursos do filme com o PCC

A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha do presidente Lula (PT) apresentou, nesta sexta-feira (23), uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação do registro ou diploma da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e a inelegibilidade do candidato e de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O pedido envolve suspeitas de abuso de poder econômico e financiamento eleitoral irregular por meio do filme ‘Dark Horse‘, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O processo reúne 257 páginas, incluindo a petição inicial e documentos anexados, entre relatórios de investigação, materiais periciais e reportagens. A ação foi apresentada pela coligação ‘Brasil Pronto pra Mais’ e também inclui Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente de Flávio, entre os investigados.

O caso vem sendo investigado desde antes da campanha eleitoral e ganhou novos desdobramentos após a divulgação de mensagens e movimentações financeiras relacionadas ao financiamento do longa-metragem.

Suspeitas sobre R$ 69 milhões

Segundo a petição, Flávio Bolsonaro teria negociado pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, um aporte de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, para financiar a produção.

A campanha de Lula cita sete transferências realizadas entre fevereiro e setembro de 2025, que somam US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões, da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund, sediado no Texas, nos Estados Unidos.

A Entre, pertencente ao empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, aparece em investigações sobre movimentações financeiras relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A coligação pede que a Justiça investigue se recursos de origem ilícita foram utilizados na produção cinematográfica e se houve benefício eleitoral à candidatura de Flávio.

“Esta ação trata de uma pergunta simples: quem pagou, com que dinheiro e para quê a mais cara peça de promoção política da família do candidato Flávio Bolsonaro — o filme Dark Horse”, afirma a petição.

Campanha pede investigação antes da votação

Os advogados sustentam que o filme poderia funcionar como instrumento de promoção política da família Bolsonaro. A ação também solicita a apuração da possível utilização de parte dos recursos para financiar atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

“A Justiça Eleitoral não pode descobrir depois da posse quem pagou a eleição”, argumenta a coligação no documento.

Além da cassação da chapa e da inelegibilidade, a campanha pede compartilhamento de provas obtidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, quebra de sigilos bancário e fiscal e perícia para rastrear a origem e o destino do dinheiro.

As suspeitas ainda dependem de apuração e julgamento. Em manifestações anteriores, Flávio Bolsonaro afirmou que o filme é uma iniciativa privada e que a prestação de contas cabe à produtora. A empresa responsável pela obra também declarou ter apresentado documentação financeira às autoridades competentes.

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