Na tarde de quarta-feira (14), uma chuva intensa assolou o centro de São Paulo, provocando alagamentos críticos no túnel do Vale do Anhangabaú, onde diversos veículos ficaram presos em águas que subiram rapidamente, conforme confirmado pelo Corpo de Bombeiros e registros visuais em redes sociais; o volume de precipitação na região da Sé atingiu 48,5 milímetros em apenas 1h30, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura, e a Prefeitura suspendeu temporariamente o rodízio municipal de veículos como medida emergencial para conter os impactos do temporal.
Contexto Climático e Registro de Precipitação
A apuração jornalística constatou que o temporal, que atingiu principalmente a região central da capital, gerou alagamentos generalizados, com destaque para o túnel do Vale do Anhangabaú, onde o Corpo de Bombeiros atuou no resgate de motoristas encalhados em veículos que resistiram à força da correnteza; os vídeos circulados nas plataformas digitais comprovam a extensão dos estragos, incluindo empilhamentos de automóveis e afogamento de um ônibus lotado.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo registrou 48,5 milímetros de chuva na região da Sé em 90 minutos, sendo esta a maior precipitação acumulada em curto prazo entre as estações meteorológicas monitoradas, enquanto o Córrego do Sapateiro, no Parque do Ibirapuera, chegou a registrar 67,8 milímetros em período similar, evidenciando a gravidade do fenômeno climático que sobrecarregou os sistemas de drenagem urbana.
O túnel do Vale do Anhangabaú ficou completamente inundado, com mais de 20 veículos presos em águas que subiram a nível do capô e obrigaram o Corpo de Bombeiros a intervir com botes infláveis para resgate imediato.
Repercussão Institucional e Medidas Emergenciais
A Prefeitura de São Paulo acionou imediatamente os protocolos de emergência municipal, suspendendo o rodízio de veículos das 6h às 20h no centro da cidade e mobilizando equipes da Defesa Civil para monitorar pontos críticos como o Terminal Bandeira e o Córrego Sapateiro, onde o transbordamento provocou alagamentos intermitentes nas vias adjacentes.
Autoridades municipais informaram que a prioridade é restabelecer a fluidez do trânsito e evitar novos incidentes com o uso intensivo dos sistemas viários subterrâneos, enquanto as chuvas persistentes mantêm o risco de novos alagamentos nas áreas vulneráveis da capital.



