Na manhã desta quinta-feira (5), agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil deflagraram uma nova fase da Operação Laziosi, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão em seis municípios do estado, incluindo a capital, Araraquara, Matão, Marília, Agudos e Mirassol. Três pessoas foram presas durante a ação, coordenada pelo Gaeco e pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic).
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 15 milhões em bens e valores dos alvos e suspendeu as atividades de sete empresas ligadas ao esquema. As investigações apontam que o grupo atuava como distribuidora e vendia medicamentos alterados a hospitais, com prejuízo de R$ 1,5 milhão aos fabricantes em 2024 por meio de notas fiscais emitidas para pelo menos sete estados.
O esquema foi descoberto após um laboratório fabricante comunicar a venda de um imunoterápico sem o princípio ativo a um hospital da capital por uma distribuidora de Araquara. Em abril de 2025, a investigação identificou a venda de nove unidades do material a um hospital do interior paulista, onde um paciente chegou a ser medicado com o fármaco adulterado.



