Durante programa eleitoral transmitido pela rádio nesta quinta-feira (22/10), o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) delineou proposta para reestruturar o modelo econômico da capital federal, propondo transformar o DF em polo tecnológico com incentivos à instalação de empresas, startups, laboratórios e centros de formação e pesquisa, com o objetivo de gerar 100 mil novos empregos em quatro anos por meio de formação gratuita de jovens para o mercado de tecnologia.
Contexto Institucional e Estratégia de Desenvolvimento Econômico
A declaração foi proferida em cerimônia de campanha que contou com a presença de lideranças sindicais e representantes do setor tecnológico, reforçando a dimensão estrutural da iniciativa. Grass destacou que a proposta não se restringe à criação de um parque tecnológico convencional, mas prevê a descentralização da oferta de inovação em todas as regiões administrativas do DF, com foco na geração de mão de obra qualificada por meio de cursos livres e gratuitos voltados para as demandas do setor digital.
O plano ambiciona posicionar o Distrito Federal como referência regional em exportação tecnológica, contando com apoio institucional da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF e parcerias estratégicas com universidades públicas e privadas, como a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Tecnológica Federal do Distrito Federal (UTFDF).
Serão cerca de 100 mil novos empregos em quatro anos, formando programadores, analistas, engenheiros e pesquisadores para consolidar o DF como exemplo global de inovação.
Repercussão Política e Desafios na Adesão ao Modelo
A proposta foi recebida com cautela por setores da administração atual, especialmente pela governadora Celina Leão (PP), que classificou a iniciativa como 'prematura' sem diagnóstico preciso das demandas locais, enquanto o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) questionou a viabilidade financeira diante da terceira maior taxa de desemprego do país, atrás apenas de Pernambuco e Bahia.
O candidato também criticou duramente a gestão dos dois últimos governantes do DF, acusando-os de negligência na geração de oportunidades para jovens e reiterou que a crise do desemprego estrutural exige soluções inovadoras e não apenas medidas paliativas.



