A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) entrou com pedido para suspender a liminar que determinou a retirada de 90 ônibus da marca Volvo da frota da Auto Viação Marechal. Os coletivos pararam de circular na quarta-feira (28/10) após uma determinação judicial expedida em Curitiba (PR), impactando a Bacia 44, que atende regiões como Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga.
A procuradoria defende que a medida é essencial para preservar os serviços públicos de transporte e garantir que os veículos continuem operando exclusivamente no Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (STPC/DF). A empresa Marechal informou que foi surpreendida pela decisão, mas mantém negociações com a Volvo para solucionar as pendências financeiras.
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) acompanha o caso e orientou a concessionária a utilizar os 33 veículos da frota reserva. Além disso, houve o remanejamento de ônibus de outras empresas: a Piracicabana reforçou o Guará, a Urbi atuou em Samambaia e Taguatinga Sul, e a BSBBus disponibilizou veículos para Ceilândia e Taguatinga, totalizando mais 20 coletivos para reforçar o atendimento.
De acordo com a Volvo Financial Services, a retirada dos veículos se deve à inadimplência de contrato financeiro. A empresa relatou que houve inúmeras tentativas de negociação nos últimos seis meses e que a retomada segue os termos contratuais, embora esteja empenhada em buscar um acordo para o retorno imediato dos ônibus à operação regular.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana, deu prazo de 10 dias úteis para que a Semob-DF apresente esclarecimentos sobre o ocorrido. O ofício, assinado pelo deputado Max Maciel (PSol), cobra informações sobre viagens não realizadas, situação dos veículos e possíveis intervenções ou caducidade do contrato de concessão.



