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Saúde

MPSP suspende sete farmacêuticas em operação contra remédios oncológicos falsificados

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 08:32
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MPSP suspende sete farmacêuticas em operação contra remédios oncológicos falsificados
Fatos Rápidos da Notícia
  • Sete empresas farmacêuticas tiveram as atividades suspensas pela Justiça
  • Operação Laziosi investiga venda de remédios falsos para tratamento de câncer
  • Distribuidora Nacionalfarma Comercial Ltda é suspeita de emitir notas fiscais superiores a R$ 1,5 milhão por produtos adulterados
Resumo Editorial

O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Laziosi para investigar uma rede de empresas envolvidas na venda de medicamentos contra o câncio adulterados, resultando na suspensão de sete companhias e na apreensão de bens.

O Ministério Público de São Paulo (MPPS) solicitou e obteve autorização judicial para suspender as atividades de sete empresas farmacêuticas. A medida faz parte da Operação Laziosi, deflagrada nesta quinta-feira (5/11), que investiga a comercialização de remédios falsificados para tratamento de câncer.

A investigação teve início em 2024, quando o fabricante de um imunoterápico de alto custo informou que a distribuidora Nacionalfarma Comercial Ltda havia vendido uma unidade falsificada do medicamento a um hospital da capital paulista. Uma perícia oficial confirmou na época que o produto era falso.

Durante a primeira fase da operação, em novembro de 2024, as autoridades identificaram que a distribuidora atuava em conjunto com uma rede de empresas interligadas, algumas delas sem estrutura operacional nos endereços declarados. Entre janeiro e novembro de 2024, a empresa teria emitido notas fiscais do imunoterápico falsificado que somam mais de R$ 1,5 milhão para destinatários de sete estados.

Em abril de 2025, mesmo após a primeira fase da operação, a distribuidora teria vendido nove unidades de outro medicamento oncológico falsificado a um hospital do interior paulista. Segundo o Ministério Público, uma das unidades chegou a ser aplicada em um paciente, enquanto as outras oito foram recolhidas pela empresa e trocadas por unidades de um lote roubado em Minas Gerais.

A operação cumpre três mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e na capital paulista. Além disso, foi determinado o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados e das empresas relacionadas.

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