O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impugnou oficialmente um relatório da Polícia Federal de 44 páginas que vinculava seu nome ao banqueiro Daniel Vorcaro, alegando possíveis interferências de órgãos estrangeiros na elaboração do documento e classificando a investigação como tentativa de vingança política, após encaminhar manifestação ao presidente da Corte, Edson Fachin, na segunda‑feira (14).
Análise Técnica das Evidências e Questionamento da Cadeia de Custódia
A manifestação de Moraes, apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin, contestou a validade do relatório da Polícia Federal com base em suposta quebra da cadeia de custódia: os metadados indicariam que a abertura e o fechamento do arquivo ocorreram no mesmo dia em computadores da própria PF, levantando suspeita de produção prévia fora da instituição.
O ministro ainda apontou indícios de possível auxílio de um órgão estrangeiro na redação do documento, embora sem comprovar a origem externa, e requereu que o material fosse considerado nulo por irregularidades na produção e na seleção das informações.
O relatório de 44 páginas foi considerado nulo e imprestável pelo ministro, que sustenta que sua origem pode ter sido manipulada por agentes externos.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A sessão extraordinária marcada para a terça‑feira (15) às 10h reunirá os ministros para avaliar o conteúdo do relatório e definir o encaminhamento processual, sem constituir um julgamento criminal sobre eventual responsabilidade.
As manifestações de André Mendonça, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet reforçam o debate sobre a competência da PF e a necessidade de eventuais investigações formais, enquanto o STF busca equilibrar a defesa da independência judicial com a transparência institucional.
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