Os dispositivos de mensagens, que se tornaram um dos principais instrumentos de engajamento no segundo turno, devem ser explorados tanto pela direita como pela esquerda nos próximos quatro anos.
A ideia é que, seja no governo, seja na oposição, os canais de comunicação sejam explorados para mobilizações e informações, criando um meio direto de se comunicar com o eleitorado.
O “Exército do Lula”, do deputado federal André Janones (Rede-MG), e a “Tropa do Flávio”, do senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), reúnem, ao todo, quase dez milhões de pessoas.
O tema tem causado preocupação para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que deve discutir uma minuta após o segundo turno para tentar regulamentar os aplicativos de mensagem.
Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seja reeleito, dirigentes da esquerda citam o canal de mensagens como um instrumento de pressão e protestos contra uma gestão de Flávio Bolsonaro (PL).
O mesmo discurso tem sido feito por dirigentes bolsonaristas caso o primogênito de Jair Bolsonaro não consiga superar o petista na disputa ao Palácio do Planalto.
A ideia é também explorar os canais de mensagens na comunicação de medidas do governo com o eleitorado. Nesse ponto, porém, há dúvidas se o instrumento não desrespeitaria a legislação em vigor.
A mobilização dos canais de mensagem é atribuída tanto por petistas como por bolsonaristas como um dos fatores que tornou acirrada e indefinida a disputa no segundo turno.



