O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por 5 a 2 o recurso de José Roberto Arruda (PSD), que tentava registrar sua candidatura ao governo do Distrito Federal dez dias antes do primeiro turno, impedindo sua participação na disputa pelo Buriti e reconfigurando o cenário eleitoral de todos os candidatos envolvidos.
Contexto Institucional e Decisão Judicial
A decisão do TSE, fundamentada na inelegibilidade decorrente de condenações por ato doloso de improbidade administrativa, manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que havia indeferido o registro da candidatura de Arruda, consolidando uma vitória técnica para os demais candidatos que veem na clareza do processo um ajuste estratégico nas campanhas.
O julgamento, ocorrido em sessão plenária com votação unânime quanto à manutenção da inelegibilidade, ocorreu em um momento de alta tensão política, com Arruda afirmando que não recorrerá da decisão e que não apoiará nenhum dos candidatos restantes à disputa pelo governo do Distrito Federal.
A inelegibilidade de Arruda decorre de condenações por ato doloso de improbidade administrativa, consolidando a exclusão da disputa pelo Buriti.
Repercussão Política e Cenários Futuro
O s candidatos Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) reagiram com cautela: Grass destacou o respeito mútuo nos debates e defendeu transparência e justiça social; Belmonte anunciou intenção de dialogar com Arruda para aliança política; Caputo afirmou que a decisão se cumpre, mas ressaltou a necessidade de decisão eleitoral nas urnas.
A ausência de posicionamento da governadora Celina Leão (PP) e do candidato Ricardo Cappelli (PSB) deixa espaço aberto para negociações partidárias, enquanto a decisão do TSE intensifica a pressão para que os demais concorrentes definam suas estratégias até o segundo turno.



