No dia 12 de abril, o policial militar Ricardo Dias disparou e matou Daniel Narita, de 45 anos, durante confusão em que ambos os irmãos trocavam socos, sem que nenhum dos lados estivesse armado, fato apurado com base em imagens de câmeras corporais analisadas pelo delegado O svaldo Farah.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A apuração realizada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e da Marinha, constatou que o disparo foi efetuado por Ricardo Dias com apenas uma das mãos, postura comprometida por interferência de outro agente durante o deslocamento até o quintal da residência em São Paulo.
O militar alegou, em depoimento, que percebeu movimentos que 'pareciam estocadas de faca', sob a justificativa de iluminação precária e necessidade de decisão imediata, embora peritagem técnica comprove ausência de arma branca no momento do confronto.
O policial disparou com apenas uma das mãos, em postura comprometida por outro agente, segundo laudo pericial.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
O delegado O svaldo Farah formalizou o caso como homicídio culposo, diante da ausência de legítima defesa e da demonstração de imprudência na conduta do policial militar.
Ricardo Dias foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 2.500 e foi liberado da delegacia, enquanto sua defesa permanece inexistente no momento.
A Justiça deve determinar a abertura formal de inquérito policial com possibilidade de prisão preventiva ou relaxamento da prisão caso haja risco à ordem pública.



