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Economia

Ações recuam mais de 50% em dia de circuit breaker; veja maiores perdas

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 18:58
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Ações recuam mais de 50% em dia de circuit breaker; veja maiores perdas
Fatos Rápidos da Notícia
  • Após um pregão turbulento nesta segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de mais de 13%, aos 176.608 pontos, em resposta do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
  • A bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.
Resumo Editorial

Após um pregão turbulento nesta segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de mais de 13%, aos 176.608 pontos, em resposta do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após um pregão turbulento nesta segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de mais de 13%, aos 176.608 pontos, em resposta do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.

Diante do movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker, ferramenta utilizada em momentos de maior volatilidade no mercado, quando há maior aversão ao risco por parte dos investidores e os principais índices acionários sofrem fortes quedas.

A suspensão ocorreu logo no início do pregão e teve duração prevista de 30 minutos.

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram as perdas, com queda acima de 58%. O setor varejista é um dos mais expostos aos juros, que dispararam na sessão após a frustração do mercado com a vitória de Lula e o esvaziamento das expectativas de mudança na política fiscal.

O pódio ainda é composto pelos papéis da Vamos (VAMO3), com perda de quase 57%, e a Hapvida (HAPV3), que perdeu aproximadamente 55%.

Maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (26)

Magazine Luiza (MGLU3): -58,23%

Vamos (VAMO3): -56,79%

Hapvida (HAPV3): -54,93%

C&A Modas (CEAB3): -47,47%

Cosan (CSAN3): -46,73%

Já as maiores altas ficaram com empresas voltadas ao mercado internacional, que tendem a se beneficiar com o avanço do dólar via exportações.

O lado positivo do pregão foi puxado por Suzano (SUZB3), que avançou 10,08%, Embraer (EMBJ3), com alta de 8,89%, e WEG (WEGE3), que subiu 4,21%.

Reação negativa às eleições

O principal indicador do mercado brasileiro de ações reagiu ao resultado eleitoral do último domingo, que confirmou o quarto mandato de Lula. A eleição contrariou as expectativas dos acionistas, que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A expectativa do mercado em relação ao candidato da oposição foi alimentada, principalmente, pelas pesquisas eleitorais de segundo turno, que mostravam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ligeiramente à frente.

Lula obteve 51,79% dos votos, reelegendo-se pela segunda vez e renovando seu próprio recorde de presidente mais votado da história.

Segundo Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, o mercado precificou e se preparou para uma mudança de governo, na expectativa de anos mais “racionais” em relação ao controle de gastos e ao perfil da dívida pública.

“Entretanto, com o cenário consumado da reeleição do Lula, os investidores globais cortam suas expectativas para mais 4 anos do mesmo perfil de governo que levou o Brasil a um dos juros reais mais altos do mundo. É por isso que a bolsa cai tanto hoje”, afirmou.

*Com informações da Reuters e Agência Estado

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