Em Israel, a segurança e a prestação de contas são forças eleitorais poderosas após anos de guerra. No entanto, pesquisas de opinião sugerem que o custo de vida também seja uma preocupação central para muitos eleitores — particularmente para os mais jovens.
De acordo com a pesquisa mais recente do Channel 12, 21% dos israelenses classificam a economia e o custo de vida como sua principal prioridade na eleição — à frente do alistamento militar dos ultraortodoxos (17%), da falha de segurança de 7 de outubro de 2023 (14%) e da guerra com o Irã (10%).
Apesar desses números, a economia não vinha sendo um tema central na campanha — até este fim de semana, quando Netanyahu a colocou no topo da agenda. Em uma entrevista ao Channel 10 focada na economia, Netanyahu disse que Israel deveria se preparar para possíveis sanções bancárias internacionais devido aos assentamentos israelenses na Cisjordânia, desenvolvendo "uma economia que possa contorná-las".
Ele afirmou que criptomoedas e blockchain estão sendo consideradas e que solicitou um plano para lidar com a questão. O Banco de Israel rejeitou publicamente a ideia, afirmando que "as criptomoedas não podem servir como meio para contornar sanções".
Os principais rivais de Netanyahu retrataram sua proposta como uma prova de que ele espera que Israel fique mais isolado. O candidato da oposição Gadi Eisenkot, que debochou da ideia chamando-a de "BibiCoin", classificou-a como uma "ameaça à segurança nacional", acusando Netanyahu de planejar "desmantelar a economia israelense para as próximas gerações".



