Em janeiro de 2025, a Mical Invest, sociedade empresária da maquiadora Mariana Barbosa — esposa do candidato do Partido Liberal (PL) à Prefeitura do Rio de Janeiro, Douglas Ruas — adquiriu uma área de 20.628 metros quadrados em São Gonçalo para a construção de um condomínio residencial vinculado ao programa Minha Casa Minha Vida, com custo estimado em R$ 58 milhões e parceria formalizada com a construtora Up Inc., responsável por dois empreendimentos sociais já consolidados no município.
Contextualização Jurídica e Licenciamento Municipal
A aquisição do terreno, realizada em três lotes que somavam R$ 750 mil, ocorreu sob sigilo e após a consolidação dos bens pela Mical Invest, que protocolou o pedido de licenciamento na Prefeitura de São Gonçalo em março de 2025; o processo seguiu para análise técnica pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, órgão vinculado à gestão ambiental local, que aprovou, em maio, a derrubada de 659 árvores nativas da região, conforme documento oficial registrado no Diário O ficial municipal.
O prefeito de São Gonçalo, Nelson Ruas — pai de Douglas Ruas — não prestou declaração pública sobre o licenciamento, apesar da proximidade familiar dos envolvidos, enquanto o Ministério Público Estadual mantém sigilo sobre eventuais investigações relacionadas ao enquadramento do projeto dentro do programa habitacional federal.
O condomínio Águas da Mata terá 620 apartamentos comercializados a R$ 191 mil cada, gerando faturamento previsto de R$ 118 milhões para a parceria entre Mical Invest e Up Inc.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Financeiros
A SG01 Incorporação Imobiliária SPE, constituída em março de 2026 com a Mical Invest e a Up Inc. Como sócias, comprou o terreno consolidado por R$ 235 mil em 12 de junho e assumiu a responsabilidade pela comercialização e entrega dos imóveis, enquanto a construtora Up Inc. Se comprometeu a arcar integralmente com os custos de edificação, totalizando R$ 58 milhões conforme estudo técnico de 2026.
A expectativa é que os recursos arrecadados com a venda dos apartamentos sejam direcionados a famílias de classe média, conforme critérios do programa Minha Casa Minha Vida, com entregas previstas para os próximos quatro anos após registro junto à Caixa Econômica Federal.



