Em 31 de outubro de 1996, às 8h26, o avião Fokker-100 da TAM decolou do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com destino ao Rio de Janeiro. A aeronave permaneceu no ar por apenas 24 segundos antes de colidir com prédios da região, cair ao solo e pegar fogo. Ao todo, 99 pessoas perderam a vida, sendo 95 passageiros e tripulantes a bordo e quatro pessoas em terra.
Entre os mortos estava o cardiologista José Rahal Abu Assali, que seguia para um congresso onde faria uma palestra. Sua esposa, Sandra Assali, ficou viúva e deixou dois filhos pequenos. Seis meses depois da tragédia, ela fundou a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), com o objetivo de apoiar familiares e preservar a memória das vítimas.
O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que o acidente foi provocado por falhas mecânicas e elétricas no sistema do reversor de empuxo do motor direito, além de deficiências no projeto da aeronave e fatores humanos. O reversor abriu-se sem comando, fazendo com que o avião pendesse para a direita logo após a decolagem.



