O tráfico de cocaína da América do Sul, tradicionalmente encaminhado pelos portos do Amazonas, está sendo redirecionado pelo Amapá e pela Guiana Francesa, onde o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) utilizam técnicas avançadas de embarcações submersíveis, lanchas blindadas e operadores especializados para exportar a droga diretamente à Europa.
Contexto Estratégico e Evolução das Rotas de Tráfico
Estudos da Global Initiative revelam que o PCC e o CV ampliaram sua presença na Amazônia, transformando-a em um corredor transnacional privilegiado para o envio de cocaína à Europa, com o estado do Amapá e a Guiana Francesa assumindo papel central na logística exportadora.
A nova dinâmica surge após décadas de domínio da rota do Solimões, controlada historicamente pelo Comando Vermelho, que conectava os produtores andinos ao porto de Manaus e, posteriormente, ao Amazonas, consolidando-se como principal rota exportadora até a recente reconfiguração das rotas.
Mais de 70% dos envios de cocaína para a Europa passam agora pelos portos do Amapá e da Guiana Francesa, em substituição à tradicional rota fluvial do Amazonas.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
Autoridades da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério da Justiça reconhecem a dificuldade de monitorar embarcações discretas como submersíveis e narco-mergulhadores, cujas operações noturnas nas águas do rio Amazonas dificultam a interceptação por parte da Polícia Federal e da Marinha.
Especialistas apontam que a falta de integração entre os órgãos de fiscalização marítima, a ausência de radares em áreas remotas e a lentidão nas investigações jurídicas comprometem a efetividade das medidas de segurança, exigindo novas estratégias de inteligência e cooperação internacional.



