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Política

Presidente de comissão da Câmara critica pressa do Senado na PEC da maioridade penal

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 16:09
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Presidente de comissão da Câmara critica pressa do Senado na PEC da maioridade penal
Fatos Rápidos da Notícia
  • Deputado Aluisio Mendes critica pressa do Senado na PEC da maioridade penal
  • Câmara trabalha no tema desde agosto e pretende entregar texto até final de novembro
  • PEC da Segurança Pública aprovada pelo Senado deixou tema de fora para debate separado
Resumo Editorial

O deputado Aluisio Mendes, presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal, afirmou que o Senado está acelerando o debate sem a devida discussão, enquanto a Câmara já trabalha no tema desde agosto e pretende entregar o texto até o final de novembro.

O presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC da redução da maioridade penal, deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), afirmou nesta quarta-feira (4/11) que o Senado está “atropelando” o debate sobre o tema. Segundo ele, os senadores ainda não concretizaram a discussão, enquanto a Câmara trabalha sobre o assunto desde agosto dentro da comissão especial.

Em declaração a jornalistas, Mendes disse ter conversado com diversos senadores que consideram desnecessária a pressa. “Eu conversei com vários senadores hoje que não há necessidade dessa pressa, desse afogadilho”, declarou. Ele destacou que a comissão da Câmara terá todo o mês para discutir o tema com todos os segmentos da sociedade, ao contrário do Senado, onde, segundo ele, não há discussão e apenas votações.

A redução da maioridade penal foi alvo de imbróglio dentro da PEC da Segurança Pública, aprovada pelo plenário do Senado na terça-feira (3/11). O acordo entre governo e oposição foi deixar o tema de fora do texto para fazer um debate separado. Diante disso, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), sugeriu um calendário especial para que as propostas das duas Casas enviadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sigam diretamente ao plenário nesta quarta-feira (4/11).

Regimentalmente, se a proposta do Senado for aprovada e a da Câmara ainda estiver tramitando, as Casas precisarão chegar a um acordo sobre qual texto será escolhido, já que a proposta de uma Casa depende da aprovação da outra. O relator da PEC na Câmara, deputado Mendonça Filho (PL-PE), pretende entregar o texto até o final de novembro. Se aprovado na comissão, segue para o plenário, onde precisa do voto de 308 deputados em dois turnos.

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