Na segunda-feira, 28 de setembro, o governo do Iêmen, sob a liderança do presidente reconhecido internacionalmente Rashad al Alimi, formalizou a aprovação da mobilização geral das forças armadas contra os Houthis, em resposta à ofensiva que o grupo tem mantido desde julho e que culminou na captura da costa estratégica que liga o país ao Mar Vermelho. A proposta foi apresentada oficialmente na Câmara dos Representantes iemenita, órgão legislativo equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, com o objetivo de conter a escalada do conflito em meio ao colapso da trégua estabelecida em 2022.
Contexto Histórico e Estratégico da Mobilização
A proposta de mobilização geral foi protocolada pela Presidência do Iêmen e aprovada pelos parlamentares após debate que destacou a gravidade da ruptura da trégua mediada pela O rganização das Nações Unidas em 2022, cujo fim havia mantido uma redução temporária das hostilidades entre as forças governamentais e os Houthis. O grupo armado, apoiado pelo Irã e que controla o norte do país desde 2014, incluindo a capital Sanaa, tem intensificado ataques com drones e mísseis contra posições militares e instalações logísticas no oeste do território iemenita, especialmente após consolidar o controle da costa do Mar Vermelho — rota vital para o comércio regional e para as operações logísticas da coalizão liderada pela Arábia Saudita.
O contexto imediato da decisão inclui o recuo das forças governamentais em face da ofensiva Houthi, que avançou rapidamente sobre posições estratégicas nas províncias de Al Hudayda e Taiz, colocando em risco o fornecimento de mercadorias através do porto de Mocha. A mobilização busca recrutar não apenas militares reservistas, mas também civis com experiência militar prévia, emoji theges and citations... Coded.



