Carregando...
Voltar para a página inicial
Política

Bolsonaro confirma repasses de R$ 17 milhões via Pix a familiares e nega vínculo com campanha de multas

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Há 52 min
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Bolsonaro confirma repasses de R$ 17 milhões via Pix a familiares e nega vínculo com campanha de multas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado recursos de campanha via Pix para repasses a familiares, afirmando que os pagamentos ocorreram entre janeiro e junho, antes da coleta de doações.
  • O Coaf identificou que Bolsonaro transferiu R$ 56 mil a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix.
  • A CPI dos ataques de 8 de janeiro solicitou à Procuradoria-Geral da República que investigue supostas ligações entre pedras preciosas recebidas em outubro de 2022 e os atos de janeiro, com base em e-mails obtidos com Mauro Cid.
Resumo Editorial

Bolsonaro nega vínculo com campanha ao repassar R$ 17 milhões via Pix a familiares antes da vaquinha digital, sob investigação do Coaf.

São Paulo — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta segunda-feira (7/8), que tenha utilizado recursos de campanha captados via Pix para repasses a familiares, afirmando que os pagamentos ocorreram entre janeiro e junho, antes do início da vaquinha digital, durante período em que arrecadou R$ 17 milhões de doadores para quitar multas estaduais relacionadas à pandemia.

Contexto Institucional e Investigação do Coaf

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou, por meio de análise de transações bancárias, que o ex-presidente transferiu somas significativas a quatro pessoas: R$ 56 mil a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, vinculada ao irmão Ângelo Guido Bolsonaro, conforme revelado em relatório técnico obtido pela reportagem.

A apuração ocorreu após solicitação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos ataques de 8 de janeiro, que investiga possíveis ligações entre doações anônimas, movimentações financeiras e os atos violentos ocorridos em janeiro de 2023, com foco em movimentações suspeitas registradas entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 160 mil foram transferidos por Bolsonaro a familiares e terceiros via Pix entre janeiro e junho, segundo o Coaf.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos da CPI

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi formalmente requisitada pela CPI dos ataques de 8 de janeiro para investigar supostas conexões entre recebimento de pedras preciosas em outubro de 2022 e o financiamento de atos violentos, com base em comunicações internas obtidas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente.

Enquanto Bolsonaro mantém postura defensiva, alegando que os pagamentos foram feitos com recursos pessoais anteriores à campanha e que as transferências obedeciam a necessidades domésticas ou de assessores, o Ministério Público Federal deve avaliar se há configuração de crime contra a ordem pública ou uso indevido de recursos públicos por meio de estruturas laranjas.

Atenção / Ponto Crítico
A CPI dos ataques de 8 de janeiro tem prazo para apresentar conclusão definitiva até dezembro de 2023, com possibilidade de abertura formal de processo criminal pela PGR.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio