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El Niño atinge intensidade muito forte, ameaça seca na Amazônia e Nordeste com chuvas extremas no Sul

PorCaio RamosVerificadoOrtografia IAPublicado Há 57 min
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El Niño atinge intensidade muito forte, ameaça seca na Amazônia e Nordeste com chuvas extremas no Sul
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que há mais de 90% de chance do El Niño atingir uma intensidade muito forte ainda na primavera de 2024
  • Existe 75% de chance de o evento ser o mais intenso dos últimos 76 anos, segundo projeção do Inmet com base em dados da NOAA
  • Especialistas alertam que o fenômeno deve aumentar os riscos de eventos extremos no Brasil entre setembro e novembro, com seca na Amazônia e no Nordeste, ondas de calor no Centro-Oeste e Sudeste, e chuvas intensas no Sul, afetando a agricultura e elevando a inflação
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

Com mais de 90% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte na primavera de 2024 — um cenário que, segundo projeção do Inmet com base em dados da NOAA, tem 75% de chance de constituir o evento mais intenso dos últimos 76 anos —, o Brasil entra em período crítico entre setembro e novembro, marcado por riscos extremos de secas na Amazônia e no Nordeste, ondas de calor no Centro-O este e Sudeste, e chuvas intensas no Sul, ameaçando a segurança alimentar, a economia e elevando a inflação.

Previsão Climática e Contexto Histórico do Fenômeno

A Administração Nacional O ceânica e Atmosférica (NOAA), referência global em monitoramento climático, alertou que a intensificação do El Niño no Pacífico equatorial deve levar o Brasil a registrar as condições meteorológicas típicas da estação do ano a partir de 22 de setembro, com chuva acima da média em algumas regiões e secas prolongadas em outras, conforme boletins técnicos divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Especialistas consultados pelo reforçam que o fenômeno, ao alterar os padrões de circulação atmosférica, gera anomalias climáticas que afetam diretamente os ciclos agrícolas: enquanto o Sul do país enfrenta risco de temporais com alagamentos e deslizamentos, o Norte, Nordeste e Centro-O este vivenciam déficit hídrico crítico, com a seca degradando pastagens na Amazônia e comprometendo a safra de soja no Centro-O este, principal motor da balança comercial brasileira.

Ponto de Destaque

El Niño tem 75% de chance de ser o evento mais intenso dos últimos 76 anos, segundo projeção do Inmet com base em dados da NOAA.

Repercussão Econômica e Medidas Preventivas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já acionou protocolos de monitoramento para mitigar impactos na produção agrícola, com ênfase em áreas estratégicas como o Cerrado e a Amazônia Legal, onde a seca prevista pode reduzir a disponibilidade de água para irrigação e provocar perdas expressivas nas lavouras de soja, milho e algodão. Em pronunciamento, o secretário-executivo do Conselho Nacional do Agronegócio (CNA), José Carlos Corrêa, afirmou que 'o setor está mobilizando tecnologias de precisão e seguros climáticos para minimizar prejuízos', mas alertou que 'a ausência de reajuste imediato do salário mínimo em contextos inflacionários pode ampliar o impacto sobre os preços final ao consumidor'.

Especialistas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) apontam que a elevação das temperaturas dos oceanos — superando até recordes registrados em 2024 — deve intensificar a evaporação e agravar o estresse hídrico nas regiões produtoras. Nesse cenário, Cleberson Ribeiro, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destaca que 'o aumento nos custos de produção e logística, aliado à escassez de insumos básicos como água e mão de obra rural, gera pressão inflacionária sustentada', exigindo ações coordenadas entre os Poderes Executivo e Legislativo para evitar crises sociais decorrentes da volatilidade nos preços dos alimentos.

Atenção / Ponto Crítico
O período entre setembro e novembro é crítico para eventos extremos; o Inmet recomenda medidas preventivas urgentes nas regiões Sul, Nordeste e Centro-O este para mitigar riscos de desastres naturais e crise hídrica.

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