Os candidatos ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (PL) e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegaram na noite desta sexta-feira (23) aos estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro, para o debate. O encontro, previsto para começar a partir das 21h20 é o último debate entre os candidatos antes do segundo turno das eleições 2026.
Flávio foi o primeiro a chegar, por volta das 19h55.
O candidato do PL (Partido Liberal) adentrou os estúdios da emissora acompanhado da esposa, Fernanda, de sua assessora de assuntos econômicos, Daniella Marques, e do irmão Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina.
Também acompanham Flávio o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), Sergio Moro (PL) e Carlos Jordy (PL), senadores eleitos pelo Paraná e Rio de Janeiro, respectivamente, e Índia Armelau, deputada estadual eleita.
Lula chegou depois, em torno de 20h38.
Como mostrou a CNN, o deputado federal André Janones (Rede-MG) não vai acompanhar Lula no debate. A ida de Janones ao confronto não estava prevista desde o início, segundo o senador e membro da equipe da campanha petista Camilo Santana (PT-CE).
De acordo com Camilo, o deputado vai transmitir uma live durante o debate com uma checagem ao vivo das falas dos candidatos.
Circulação limitada e checagem
O debate terá algumas regras diferentes das do último embate entre Flávio e Lula, realizado pela Band no último domingo (18).
A TV Globo decidiu limitar a circulação dos candidatos à Presidência durante o encontro desta noite.
Ao contrário do debate da Band, na Globo, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente nos três primeiros blocos, mas o adversário deverá se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.
Além disso, no quarto bloco, que será de tema livre, cada candidato poderá se movimentar livremente, mas apenas pelo seu lado do cenário.
Como mostrou a CNN, no debate do último domingo, a campanha do presidente Lula chegou a criticar a postura de Flávio e acusou o candidato do PL de "ironizar" e fazer gestos ao fundo da imagem durante respostas do petista no debate.
Outro ponto que se difere do debate da Band é que a Globo fará uma checagem das declarações dos candidatos.
Segundo a emissora, essa verificação vai ser feita pelo site g1 e deve começar ainda durante o encontro, com publicações das verificações na página do "Fato ou Fake". O processo vai contar com uma equipe de mais de 30 jornalistas do grupo para dar agilidade ao processo.
Como será o debate
O debate será mediado pelo jornalista César Tralli e será baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.
O encontro vai ser composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três serão de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas será definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.
O primeiro bloco vai contar com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.
No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula deverão escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.
No quarto, o tema será livre e cada um deles terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções.



