Na manhã de 24 de junho, a Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou o preso de Vitória da Cunha Ferreira Alvim, suspeita de aplicar golpes com pacotes turísticos falsos, defraudando pelo menos uma vítima em R$ 8.738,20 por meio de transações via PIX sem a efetiva prestação dos serviços prometidos.
Contexto Institucional e Investigação da Fraude
As investigações da 41ª Delegacia do Tanque revelaram que a acusada operava por meio de empresa formalmente constituída, utilizando estratégias digitais para simular legitimidade na comercialização de viagens nacionais e internacionais, com promessas de organização integral dos itinerários, incluindo passagens aéreas, hospedagem e reservas. As vítimas celebravam contratos e efetuavam o pagamento total por meio de transferências via PIX, sem que qualquer serviço fosse efetivamente realizado, configurando um esquema sistemático de estelionato.
Antecedentes indicam que a conduta da acusada caracteriza dolo prévio, já que os contratos eram firmados com plena ciência de que os serviços jamais seriam cumpridos, configurando crime hediondo ao invés de mero descumprimento contratual, conforme apurado pelas evidências documentais e depoimentos das vítimas.
Uma vítima perdeu R$ 8.738,20 devido ao golpe, sem receber passagens aéreas nem comprovantes de reserva.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuramente
A Justiça decretou prisão preventiva da acusada sob o fundamento de risco de reiteração criminal, considerando a existência de padrão repetitivo em diversas vítimas e a ausência de indícios de reparação imediata, reforçando a gravidade do delito de estelionato qualificado.
O caso deve seguir para o exame pericial das transações e análise do impacto financeiro total causado às vítimas, com possibilidade de ampliação das investigações para apurar eventuais conexões com outras práticas fraudulentosas no âmbito do turismo brasileiro.



