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Política

Tarcísio pressiona Kassab a esclarecer vínculos entre doações eleitorais de 2022 e propina no Credcesta

PorVinicius PassarelliVerificadoOrtografia IAPublicado Há 57 min
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Tarcísio pressiona Kassab a esclarecer vínculos entre doações eleitorais de 2022 e propina no Credcesta
Fatos Rápidos da Notícia
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o governador de São Paulo envolvido em alegações de propina
  • Daniel Vorcaro (ex-banqueiro) alega que doações de R$ 5 milhões a Tarcísio e Bolsonaro (2022) foram propina, via doação de seu cunhado Fabiano Zettel
  • Gilberto Kassab (PSD), ex-secretário de Governo de Tarcísio, nega qualquer relação com Vorcaro ou doações e diz que as acusações são ilação e de má-fé
Resumo Editorial

A delação premiada de Vorcaro aponta R$ 5 milhões em doações de 2022 como propina a Tarcísio e Bolsonaro, vinculadas ao Credcesta, enquanto Kassab e Tarcísio negam qualquer vínculo.

Em meio a um novo capítulo da O peração Compliance Zero, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso, reafirma que doações de R$ 5 milhões às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022 configuraram propina, pagas por seu cunhado Fabiano Zettel, com alegação de que tais recursos representariam contrapartidas indevidas para com o ex-secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab.

Contexto Institucional e Apuração da Denúncia

A denúncia foi formalizada por meio da proposta de delação premiada apresentada pelo Ministério Público Federal, com base em documentos e depoimentos colhidos pela Polícia Federal durante a O peração Compliance Zero, que investiga desvios financeiros e lavagem de recursos envolvendo o Credcesta e o Banco Master.

Antecedentes indicam que Tarcísio de Freitas, como governador em exercício, recebeu R$ 2 milhões e Bolsonaro R$ 3 milhões, transferidos diretamente pelo CPF do doador Fabiano Zettel, ex‑cunhado de Vorcaro, em movimento que, segundo o banqueiro, teria sido negociado com Kassab para garantir a manutenção do programa Credcesta no estado paulista.

Ponto de Destaque

O ex‑banqueiro afirma que as doações de R$ 5 milhões representaram propina para Tarcísio e Bolsonaro em 2022.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais

Gilberto Kassab, ex‑secretário de Governo do estado e figura central das acusações, nega categoricamente qualquer vínculo com Vorcaro ou Zettel, classificando as alegações como ilação e fruto de má‑fé, enquanto reiterou que não participou de negociações ou recebimento de valores indevidos durante as campanhas eleitorais.

Tarcísio de Freitas também rejeitou veementemente a narrativa, descrevendo-a como absurda e ridícula, e defendeu a transparência do processo eleitoral ao destacar que todas as instituições credenciadas pelo Banco Central operaram dentro das normas vigentes.

Atenção / Ponto Crítico
A Procuradoria‑Geral da República deve analisar o pedido de delação e definir eventual responsabilização penal até 30 dias após o recebimento da documentação complementar.

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