Na reta final da sessão regular de quinta‑feira, a taxa do Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2028 avançou 22 pontos‑base, fechando em 12,92%, enquanto o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal, reforçando o ambiente de tensão política e econômica que antecede a divulgação de nova pesquisa eleitoral.
Contexto Institucional e Evolução das Taxas de Juros
A análise das taxas DI revela que a terceira sequência consecutiva de alta se consolidou com a variação de 22 pontos‑base para o vencimento de janeiro de 2028, passando de 12,704% para 12,92%, e 22 pontos‑base também para o vencimento de 2035, que subiu de 12,613% para 12,835%. Esses movimentos coincidem com a expectativa de novos levantamentos sobre a polarização presidencial e com a aprovação legislativa do fim da jornada 6x1, que reforçam a volatilidade dos mercados financeiros.
Antecedentemente ao anúncio da pesquisa Quaest – que apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (46%) e Lula (44%) no segundo turno, com margem de erro de dois pontos percentuais – os investidores reagiram ao sinal de maior incerteza política, elevando as taxas DI como medida de precaução. A aprovação do fim da escala 6x1, defendida pelo governo Lula, foi interpretada como potencial estímulo ao consumo e ao emprego, embora também introduza desafios fiscais que pesam sobre a confiança dos agentes de mercado.
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou a sessão em 12,92%, registrando a terceira alta consecutiva de 22 pontos‑base.
Repercussão Política e Consequências para o Mercado
O resultado da votação no Senado – unanimidade relativa ao fim da escala 6x1 – foi celebrado pelo presidente Lula como avanço nas demandas trabalhistas, enquanto Flávio Bolsonaro, embora tenha votado a favor, mantém postura ambígua em relação às implicações fiscais da medida. A combinação de estabilidade institucional e tensão eleitoral tem impulsionado o spread entre títulos públicos e ativos de renda fixa.
Analistas apontam que a proximidade do segundo turno eleitoral deve manter os investidores em estado de alerta, especialmente diante da possibilidade de alterações nas políticas fiscais e trabalhistas. O próximo dado – a pesquisa Datafolha prevista para a noite desta quinta‑feira – poderá redefinir as expectativas sobre a trajetória das taxas DI e do câmbio.



