Na noite de 13 de setembro, a estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio do condomínio Aldeota, em Fortaleza (CE), onde residia com o namorado e familiares dele, após uma série de tentativas frustradas de contato com a mãe e o namorado, que não respondeu às ligações e acabou bloqueando a jovem.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A investigação coordenada pela Polícia Civil do Ceará, sob supervisão da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE), identificou indícios de foul play no local onde a jovem foi encontrada, com exames periciais confirmando lesões corporais compatíveis com impacto contra o solo, enquanto exames toxicológicos resultaram negativos para substâncias ilícitas ou venenosas.
Isabelle Caracristi, filha da professora Isorlanda Caracristi, havia iniciado estágio há cerca de 20 dias em um escritório de advocacia na capital cearense, onde alegadamente solicitou desligamento por razões pessoais em agosto, segundo informado pela empresa; o namorado João Munhoz Neto, que se apresentava como advogado e era procurado pela Polícia Civil do Ceará, mantinha vínculo afetivo com a vítima há poucos dias após o primeiro contato na instituição onde estagiava.
O corpo da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) após exames confirmarem lesões por impacto contra o solo em exame pericial realizado pela Pefoce.
Repercussão Jurídica e Investigações em Curso
A SSPDS-CE confirmou que quatro pessoas já prestaram depoimento à Polícia Civil do Ceará, com outras quatro oitivas agendadas, enquanto imagens de câmeras de segurança do condomínio estão sendo analisadas minuciosamente para esclarecer os últimos momentos da vítima antes do falecimento.
A família da jovem, por meio da professora Isorlanda Caracristi, manifesta preocupação diante da lentidão das investigações e busca respostas concretas sobre as circunstâncias que antecederam o achado do corpo, enquanto a Justiça aguarda formalização de eventuais medidas cautelares ou indícios de crime.



