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Polícia

Ex-PM tem registro CAC fraudulento, PF apreende na Bahia

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 47 min
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Ex-PM tem registro CAC fraudulento, PF apreende na Bahia
Fatos Rápidos da Notícia
  • Um ex-policial militar foi alvo de operação da Polícia Federal em Salvador (BA) nesta terça-feira (1º/9) por suspeita de obter irregularmente o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
  • A PF, junto à Force/Coger/SSP-BA, cumpriu mandado de busca e apreensão na capital baiana para investigar a posse de arma de fogo obtida mediante fraude no processo de concessão do registro de CAC.
  • O suspeito é acusado de obter o Certificado de Registro (CR) de CAC sem atender ao requisito legal de idoneidade, com indícios de omissão de informações e uso de elementos inidôneos no procedimento administrativo.
Resumo Editorial

PF apreende ex-PM na Bahia sob suspeição de fraude no registro CAC, com indícios de documento inidôneo e risco à integridade do controle de armamento.

Na terça-feira (1º/9), agentes da Polícia Federal, em conjunto com a Força Correcional Especial Integrada do Estado da Bahia (Force/Coger/SSP-BA), realizaram busca e apreensão na capital baiana em decorrência de indícios de fraude no processo de concessão do Certificado de Registro (CR) para o porte de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), envolvendo um ex-policial militar.

Contexto Institucional e Procedimentos de Investigação

A operação policial, coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Administração Pública (DICAP), cumpriu mandado judicial expedido pela 2ª Vara Regional da Polícia Federal, visando esclarecer a regularidade da documentação apresentada pelo investigado e apurar a posse de arma de fogo obtida com base em registro CAC suspeito de conter omissões e elementos inidôneos no procedimento administrativo, conforme constatação preliminar da equipe técnica da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU).

O ex-policial militar, que serviu nas fileiras do Exército Brasileiro e integrou a ativa até 2020, encontra-se sob custódia preventiva no Complexo Penal de Juazeiro, onde aguarda decisão sobre medida cautelar definitiva, enquanto a apuração prossegue com foco na identificação de possíveis intermediários ou beneficiários diretos no esquema fraudulento que circulou por órgãos públicos estaduais.

Ponto de Destaque

O ex-policial militar foi alvo de operação da PF por obtenção irregular do registro CAC, com indícios comprovados de fraude na concessão mediante documentos inidôneos e omissão de informações obrigatórias.

Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o Ministério Público Federal para avaliação de eventual configuração do crime de falsidade ideológica no âmbito do registro funcional especializado, enquanto o juiz competente decretou prisão preventiva motivada pela risco à ordem pública e à integridade do processo investigativo, conforme despacho proferido na manhã seguinte ao cumprimento dos mandados.

Especialistas em direito administrativo apontam que a irregularidade no procedimento de concessão do CR CAC pode ensejar sanções disciplinares rigorosas para o ex-servidor, além de possíveis responsabilizações civis e criminais por violação aos princípios da moralidade administrativa e da legalidade no acesso ao porte de armamento letal.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Federal tem prazo máximo de 180 dias para conclusão da investigação e emitir parecer definitivo sobre a responsabilização criminal ou administrativa do investigado.

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