Na manhã de 18 de agosto de 2024, o ex-vereador Milton Leite, tesoureiro e figura central do União Brasil de São Paulo, foi detido pela Polícia Civil em Mogi das Cruzes durante a O peração Vectura Corrupta, que investiga a suspeita infiltração do Primeiro Comando da Capital no sistema de transportes metropolitanos, culminando em sua prisão preventiva e na negação do habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça no dia 23 seguinte.
Contexto Institucional e Desdobramentos da Investigação
A O peração Vectura Corrupta, deflagrada em conjunto pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, revelou diálogos entre supostos membros do PCC que mencionavam Milton Leite em negociações para que uma empresa assumisse o comando de uma das linhas de ônibus da região metropolitana, fato que configura possível estruturação de influência criminosa no setor de mobilidade urbana.
A prisão do político ocorreu após período de 24 horas como foragido, tendo sido decretada medida cautelar no âmbito da investigação que apura crimes contra a administração pública e organização criminosa, com base em interceptações e diligências coordenadas pela 3ª Vara Nacional.
O ex-vereador Milton Leite, tesoureiro do União Brasil de São Paulo, foi preso em 18 de agosto de 2024 sob acusação de vínculo com o PCC no esquema de transporte público da capital paulista.
Repercussão Política e Desafios na Gestão Partidária
A ausência do líder informalmente reconhecido do partido nas semanas pré-eleitorais gerou desestabilização operacional no comando interno, com os filhos de Leite assumindo temporariamente a coordenação administrativa, financeira e jurídica, embora sem a mesma influência estratégica exercida por seu pai.
Enquanto Alexandre Leite, deputado federal e presidente estadual do União, busca reeleição para deputado estadual com foco em manter a base eleitoral tradicional, seu irmão Milton Leite Filho almeja vaga na Câmara dos Deputados, posição que pode beneficiar da presença simbólica do legado familiar.



