O deputado federal Nikolas Ferreira criticou a decisão do governo federal de reclassificar os desenhos bíblicos exibidos pela TV Record, que passaram de classificação livre para não recomendados para menores de 12 anos. A medida, assinada pelo coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa, Eduardo de Araújo Nepomuceno, foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (29/10).
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a reclassificação se baseia na presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito. As animações fazem parte das coleções 'As Histórias Animadas da Bíblia (Antigo Testamento)' e 'As Histórias Animadas do Novo Testamento', integrando o bloco infantil da emissora.
Nikolas Ferreira afirmou que irá protocolar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para revogar a portaria, classificando-a como ilegal e perseguidora. Em publicação na rede social X, o parlamentar comparou a medida com a transmissão do Carnaval de 2026, que recebeu classificação indicativa de 10 anos.
O deputado alegou que o Carnaval contém 'nudez explícita', informação que é falsa, uma vez que o Código Penal proíbe tal conteúdo e as regras dos desfiles vetam a nudez frontal total desde 1989. Com a nova classificação dos desenhos bíblicos, a recomendação é que o programa seja exibido a partir das 20h.



