Na semana passada, uma comitiva técnica da Coreia do Sul, acompanhada por auditores do MAPA, realizou visita às instalações do Grupo Real em Mato Grosso do Sul, como etapa decisiva das auditorias destinadas à viabilização da abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira, em um contexto de exigência rigorosa de padrões sanitários e de sustentabilidade.
Contexto Institucional e Técnico da Auditoria
A missão contou com a avaliação detalhada de processos de qualidade e boas práticas de fabricação da indústria de nutrição animal, setor no qual o Grupo Real atua com produção de suplementos e soluções voltadas à alimentação de animais de produção, consolidando-se como a primeira indústria do segmento no estado de Mato Grosso do Sul a conquistar o selo ESG, reconhecido internacionalmente por sua aderência a critérios ambientais, sociais e de governança.
A comitiva, composta por representantes do governo coreano e auditores do Ministério da Agricultura e Pecuária, verificou minuciosamente os sistemas de rastreabilidade, controle sanitário e conformidade regulatória exigidos para a entrada de produtos animais no mercado asiático, em um esforço coordenado para atender aos padrões elevados de higiene e sustentabilidade demandados pelos importadores.
A Coreia do Sul, referência global em protocolos sanitários rigorosos, exige rastreabilidade total e produção responsável para autorizar a importação de carne bovina brasileira.
Repercussão Setorial e Desdobramentos Estratégicos
A visita reforça a importância estratégica do agronegócio brasileiro para com os mercados internacionais, especialmente diante da crescente demanda asiática por proteínas animais produzidas com certificação ESG, conforme destacado pela gerente Luciana Costa Real, que afirmou que o nível de exigência coreano 'atesta que estamos no caminho certo' em termos de qualidade e responsabilidade socioambiental.
A expectativa é que a formalização do acesso ao mercado sul-coreano possa ampliar as exportações brasileiras de carne bovina em até 15% nos próximos dois anos, impulsionando investimentos em rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia produtiva nacional.



