O filho do senador Marcelo Castro (MDB), Marcelo Vaz da Costa Castro, retomou R$ 8,7 milhões em contratos da Codevasf com a Construservice, empresa investigada pela Polícia Federal por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, o 'Imperador'.
Revisão e Reativação de Contratos no Âmbito da Codevasf
A retomada dos valores contratuais pelo superintendente da Codevasf no Piauí, Marcelo Vaz da Costa Castro, ocorre após a suspensão temporária decretada por seu antecessor, Inaldo Pereira Guerra Neto, que justificou a medida com base em 'cenário de incertezas acerca da origem dos recursos que custearão os serviços contratados'. A decisão foi formalizada mediante portaria do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (MDB), indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que regulamentou o orçamento secreto de 2020 a 2022.
Antecedentes revelam que a Construservice havia sido banida por dois anos das licitações da estatal devido à participação em investigações da O peração O doacro (2022), coordenada pela Polícia Federal, que aponta indícios de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo o sócio oculto Eduardo José Barros da Costa. A empresa é apontada como a principal beneficiária de contratos com a Codevasf durante o governo Bolsonaro, somando mais de R$ 152 milhões em verbas.
R$ 8,7 milhões em contratos da Codevasf foram reativados com a Construservice, empresa sob investigação pela PF por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
A reativação dos contratos gerou immediatez de críticas por parte de setores da sociedade civil e parlamentares, que questionam a transparência na aplicação dos restos a pagar do orçamento secreto, especialmente em um contexto em que o STF declarou inconstitucional o uso dessas verbas para atender a critérios individuais dos parlamentares. O governo Lula tem justificado a execução como pagamento de um 'calote' deixado por Bolsonaro, apesar da ausência de obrigação legal de liberar esses recursos.
Com o orçamento secreto destinando até R$ 8,6 bilhões aos restos a pagar dos exercícios de 2020 a 2022, as novas liberações sob nova gestão reforçam o papel estratégico desses recursos como moeda política no Congresso, especialmente para assegurar apoio à agenda do Executivo. A Comissão Temática de Desenvolvimento Regional do Senado, presidida por Marcelo Castro, continua a direcionar essas emendas — que somam R$ 6,5 bilhões neste ano — ampliando o impacto institucional das decisões tomadas na Codevasf.



