Durante sabatina no Jornal Nacional, o senador Flávio Bolsonaro negou categoricamente qualquer participação em esquema de golpe de Estado articulado por seu pai, ao mesmo tempo em que reafirmou sua previsão de vitória na eleição presidencial ainda no primeiro turno, contrariando evidências apresentadas por ex-comandantes militares e decisões do Supremo Tribunal Federal que confirmaram a existência de trama antidemocrática.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração da Trama Golpista
A apuração jornalística realizada pela bancada do programa do Noblat, com a participação do veterano José Casado, revelou que o senador Flávio Bolsonaro, ao longo da sabatina, tentou desconstruir narrativas consolidadas sobre a tentativa de ruptura institucional identificada pelo STF e por ex-oficiais das Forças Armadas, referindo-se às acusações de manipulação de urnas eletrônicas e à suposta articulação de um plano para anular os resultados eleitorais.
Nos dias subsequentes ao depoimento do senador, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal continuam investigando denúncias de movimentação de recursos e comunicação entre agentes vinculados ao núcleo familiar e militares ativos, enquanto o próprio Flávio reiterou que as acusações são fruto de 'manobras retóricas' e 'equívocos pontuais', afastando qualquer responsabilidade em eventuais tentativas de subversão democrática.
Flávio Bolsonaro afirmou que anistia inconstitucional será proposta ao pai e aos condenados pelos atos antidemocráticos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada por depoimentos de ex-comandantes como o general Walter Braga Netto, ratifica a gravidade da suposta trama golpista, o que coloca em evidência o risco de descumprimento do princípio da separação dos poderes e a necessidade de transparência nas investigações policiais em curso.
Perante o cenário, Flávio Bolsonaro mantém postura desafiadora ao convocar para a anistia inconstitucional os condenados pelos atos antidemocráticos e rotula oficiais da Aeronáutica como 'cabo eleitoral de Lula', posicionamento que já gerou reações da O rdem dos Advogados do Brasil e da Controladoria-Geral da União quanto à responsabilidade política e legal.



