A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou um projeto que prevê que o intervalo de almoço, de até duas horas diárias, seja contabilizado como tempo de trabalho remunerado, sem redução salarial.
A economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, estimou que essa medida pode elevar em 12,5% o custo da mão de obra, considerando o pagamento de uma hora adicional por dia com base em uma jornada de 40 horas semanais.
A proposta ocorre após a promulgação da emenda constitucional que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, também sem diminuição dos salários.
A implementação será feita em duas etapas: primeiro, a jornada máxima cai para 42 horas semanais a partir de 16 de dezembro; após 12 meses, o limite chegará a 40 horas.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que a redução da jornada por si só pode aumentar em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, com impacto de R$ 88 bilhões para os empregadores.
