Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, protocolou sua renúncia com eficácia a partir de 9 de setembro, permitindo que o Senado realize a votação da indicação de Rodrigo Pacheco para o cargo no mesmo período, após o término de sua última viagem oficial como membro da Corte.
Contexto e Antecedentes da Renúncia
A apuração realizada pela Secretaria de Comunicação do TCU confirmou que Bruno Dantas, durante sua permanência no colegiado desde 2020, realizou uma viagem internacional a Washington, nos Estados Unidos, entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro, coordenada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), órgão parceiro do evento Regulation Week.
Diante do contexto institucional, a decisão de renunciar antecipadamente ocorreu com a finalidade declarada de viabilizar a tramitação da indicação de Rodrigo Pacheco pelo Senado Federal na semana subsequente à conclusão da viagem, evitando interregno no processo seletivo do Tribunal.
O ministro receberá US$ 5,4 mil em diárias para cobrir a viagem a Washington, equivalente a R$ 28 mil na cotação atual do dólar.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuro
A formalização da renúncia foi comunicada oficialmente ao Presidente do Senado e ao Presidente do TCU por meio de documento assinado em 31 de agosto, conforme protocolo interno do tribunal e atendendo aos requisitos legais previstos no art. 17 da Lei O rgânica do TCU.
Bruno Dantas declarou à imprensa que pretende retomar sua atuação como advogado e lançar empresa especializada em estruturação de projetos de investimento, além de ser cotado para assumir a presidência da Avibras, empresa brasileira de defesa recentemente adquirida pelo grupo J&F.



