Polícia Federal investiga Eduardo Cunha por 21 emendas parlamentares forjadas e bloqueio de bens

Polícia Federal investiga o ex‑deputado Eduardo Cunha por 21 emendas parlamentares forjadas, totalizando R$ 6,15 milhões, e bloqueou seus bens até R$ 6 milhões. As conversas revelam o uso de telefone de sua companheira e o envolvimento com a ex‑assessora Mariângela Fialek. Cunha nega qualquer irregularidade.
Polícia Federal investiga o ex‑deputado Eduardo Cunha por 21 emendas parlamentares forjadas, totalizando R$ 6,15 milhões, e bloqueou seus bens até R$ 6 milhões. A Operação Transparência, conduzida pela Polícia Federal, revelou diálogos entre Cunha e Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, no celular da ex‑assessora de Arthur Lira. Nas conversas, o ex‑deputado, cassado em 2016, indicou emendas parlamentares com documentos falsificados destinadas a municípios de Minas Gerais, com o objetivo de ocultar o verdadeiro solicitante das verbas.
Segundo a investigação, as 21 emendas foram encaminhadas por Cunha para o orçamento secreto do Congresso, resultando em um montante de R$ 6,15 milhões. O ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou o bloqueio dos bens de Cunha até R$ 6 milhões, em caráter de garantia de eventual ressarcimento.
A PF apontou que Cunha teria utilizado um telefone registrado em nome de sua companheira, Claudia Cordeiro Cruz, para tratar das emendas com Tuca. Em vários diálogos, o ex‑deputado solicitou a troca de emendas em municípios mineiros, alegando “prefeitos enrolados” e buscando facilitar a destinação dos recursos.
A defesa de Cunha, em nota, afirmou desconhecer qualquer irregularidade na tramitação das emendas. O advogado ressaltou que o valor bloqueado corresponde ao montante total das emendas questionadas e não implica que o ex‑deputado tenha recebido vantagem.
Em mensagens trocadas em setembro de 2025, Tuca enviou documentos em PDF que listavam parlamentares de Minas Gerais responsáveis por indicações de emendas, sem a presença de recursos atribuídos a Nikolas Ferreira ou Gilberto Abramo. A PF concluiu que Tuca não era mera executora ocasional, mas atuava como consultora e facilitadora das demandas repassadas a Cunha.
Além disso, a investigação identificou que Cunha teria indicado valores de R$ 200 mil para o Fundo Municipal de Saúde de Governador Valadares e R$ 300 mil para a Associação Hospital Belizário Miranda, pedindo a troca de emendas para “acabar com a confusão”. Os investigadores apontam que tais movimentações visavam desviar recursos públicos de forma irregular.
Eduardo Cunha, que pretende concorrer a deputado federal por Minas Gerais nas próximas eleições, negou qualquer envolvimento em práticas ilícitas. Até o presente momento, ele não foi intimado, ouvido ou chamado a prestar esclarecimentos na investigação.
A Operação Transparência continua a analisar os diálogos e documentos relacionados ao caso, buscando elucidar a extensão das supostas irregularidades e a participação de outros atores no processo de destinação de recursos públicos.
A Polícia Federal permanece à disposição para esclarecer dúvidas e continuar a investigação em busca da verdade dos fatos.
Este artigo foi analisado, higienizado e reescrito de forma autônoma pela Inteligência Artificial Editorial do Giro Mix News para garantir a originalidade e a clareza para nossos leitores.


