Entre janeiro e maio de 2025, o número de multas aplicadas a motocicletas na cidade de São Paulo alcançou a expressiva marca de 433.843, registrando um expressivo crescimento de 35,4% em comparação com os 320.401 registros do mesmo período do ano anterior, consolidando-se como o maior índice de penalidades nesse segmento no histórico recente.
Análise Estatística e Contextualização da Fiscalização de Trânsito
O s dados oficiais da Prefeitura Municipal de São Paulo revelam que as infrações detectadas por sistemas eletrônicos, especialmente radares e agentes de trânsito, evidenciam uma concentração excepcional de penalidades sobre motocicletas, com crescimento superior ao observado no conjunto total de veículos – 23,5% no acumulado anual –, demonstrando que o universo das duas rodas representa um foco prioritário das operações de fiscalização na capital.
Além da expressiva alta nas multas para motocicletas, o levantamento aponta que as infrações por avançar o sinal vermelho, registradas exclusivamente por radar, registraram crescimento de 74%, saltando de 12.708 para 22.106 no período analisado, enquanto as infrações por excesso de velocidade também registraram incremento relevante de 38,8%, totalizando 286.612 penalidades entre janeiro e maio.
Foram aplicadas 433.843 multas a motocicletas entre janeiro e maio de 2025, representando crescimento recorde de 35,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Repercussão Jurídica e Mobilização da Sociedade
Em pronunciamento à imprensa oficial da CET, a entidade informou que a fiscalização do avanço do sinal vermelho é realizada continuamente por meio de 180 radares específicos destinados a essa infração – um total de 879 equipamentos na cidade – operando inclusive durante a madrugada (da meia-noite às 5h59), com apoio constante dos 1.700 agentes municipais habilitados pela legislação vigente.
Diante do cenário preocupante marcado pelo aumento acentuado de acidentes fatais envolvendo motocicletas – que correspondem a cerca de dois em cada três óbitos graves em São Paulo – especialistas apontam que a combinação entre imprudência no uso do celular por condutores e a ausência de medidas preventivas efetivas exige ações coordenadas entre órgãos públicos, sociedade civil e segmentos produtivos do transporte urbano.



