O Governo do Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (12) uma força-tarefa operacional destinada a auxiliar o combate aos incêndios florestais que atingem o Amazonas, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e em articulação com a Força Nacional de Segurança Pública, em resposta à crise humanitária e ambiental que afeta mais de 36 municípios amazonenses em estado de emergência, conforme registrado pelo governo federal e confirmado por dados oficiais do Painel do Fogo e do Censipam, órgãos vinculados ao Ministério da Defesa.
Contexto O peracional e Mobilização de Recursos
A mobilização da força-tarefa paulistana, coordenada pela Chefia de O perações Especiais do Corpo de Bombeiros da PMPR, envolve 24 bombeiros distribuídos em duas frentes de atuação, 12 militares destacados para o combate direto às chamas e outros 12 responsáveis pelo reconhecimento topográfico das áreas críticas, com foco na identificação de focos ativos em regiões de difícil acesso, conforme relatório técnico divulgado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Climática.
Antecedentes indicam que o aumento de 271% nos focos de incêndio registrados nos dez primeiros dias de outubro – totalizando 1.380 ocorrências, contra 372 no mesmo período do ano anterior – evidencia a gravidade da crise, com 174 casos vinculados ao desmatamento ilegal segundo o Painel do Fogo, enquanto 290 brigadistas federais já operam no Amazonas com apoio aéreo da Força Aérea Brasileira, incluindo dois aviões da FAB, quatro Air Tractor, dois helicópteros e equipamentos como retardantes químicos, drones térmicos e cisternas.
Mais de 290 brigadistas federais e 24 bombeiros paulistas atuam no Amazonas em apoio à contenção de 1.521 incêndios ativos desde o dia 1º de outubro.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A atuação da força-tarefa paulistana foi formalizada por meio de portaria conjunta entre a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Secretaria Nacional de Defesa Civil, com validade imediata e prazo indeterminado, enquanto o Ministério da Justiça aciona mecanismos legais para apurar responsabilidades no desmatamento ilegal detectado em 174 dos focos monitorados pelo Painel do Fogo.
Especialistas apontam que o agravamento climático e a pressão fundiária sobre a Amazônia exigem respostas estruturais além da operação emergencial, com ênfase na fiscalização territorial e na criação de corredores verdes para mitigar a expansão dos focos incendiários.



