A Operação Azzardo, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, desarticulou um esquema de lavagem de capitais que movimentou até R$ 3,483 bilhões. A rede conectava polos empresariais da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, a empresas fantasma sediadas em Ceilândia, Sobradinho e municípios goianos como Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás.
As investigações iniciaram após alertas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e revelaram que a organização utilizava a infraestrutura do Pix para canalizar recursos de casas de apostas virtuais não autorizadas. O dinheiro era movimentado por pessoas jurídicas criadas recentemente com capitais sociais idênticos, declarando atividades como clínicas psicossociais e lojas de artigos de tarô.
Na capital paulista, uma fintech autorizada pelo Banco Central como Sociedade de Crédito Direto operava no coração do mercado financeiro. A instituição movimentou mais de R$ 1 bilhão em repasses suspeitos e pagamentos a plataformas clandestinas, convertendo o capital acumulado diretamente em criptoativos para blindar o rastro bancário.



