Na terça‑feira (6/10), o dólar comercial registrou queda de 0,66%, cotando‑se a R$ 4,97, após ter fechado a sessão anterior em R$ 5,00, enquanto o resultado do primeiro turno das eleições, em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%, ainda repercutia no mercado cambial.
Contexto Institucional e Histórico da Variação Cambial
A valorização da moeda norte‑americana ocorreu em um cenário de volatilidade política, já que o resultado eleitoral mostrou um embate acirrado entre os principais candidatos presidenciais, fato que influenciou as expectativas de investidores e determinou movimentos especulativos no mercado à vista.
Nos dias anteriores, o dólar havia apresentado forte depreciação, encerrando a segunda‑feira (5/10) em R$ 5,00, após variação negativa de 4,06%; esse recuo mais amplo foi atribuído à combinação de fatores macroeconômicos e ao impacto imediato da apuração eleitoral, cujo desfecho favoreceu a retomada de valorização cambial.
O dólar encerrou a sessão a R$ 4,97, marcando queda de 0,66% e caindo abaixo da marca psicológica de R$ 5.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Ministério da Economia e a Comissão de Valores Mobiliários mantiveram postura técnica ao atribuir a oscilação aos fluxos de capitais reajustados em decorrência da disputa eleitoral e à expectativa de continuidade dos indicadores de inflação e juros.
Especialistas apontam que a estabilidade futura dependerá da consolidação do segundo turno das Eleições 2026 e da resposta das instituições monetária e fiscal às pressões inflacionárias emergentes.



