O ex-secretário-executivo da Secretaria de Saúde de Goiânia, Quesede Ayres, foi novamente detido em dezembro de 2024, após ficar foragido por dois dias, sob a suspeita de desviar aproximadamente R$ 10 milhões dos cofres da pasta municipal, o que culminou na intervenção estadual na gestão da saúde local.
Apuração e Antecedentes da O peração Policial
A investigação que culminou na prisão do ex-funcionário foi conduzida pela Polícia Federal após apurar supostas irregularidades nos pagamentos de contratos públicos, com foco em desvios financeiros que prejudicaram o erário e violaram a ordem cronológica de repasses, segundo o Ministério Público de Goiás.
O caso ganhou notoriedade no dia 11 de novembro de 2024, quando a lobista Roberta Luchsinger enviou mensagem a Ayres cobrando R$ 100 mil para repasse ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que embarcava para Lisboa no dia seguinte.
Dias anteriores ao repasse, a PF identificou movimentações suspeitas envolvendo Ayres e seu entorno, com indícios de favorecimento indevido em contratos da área de saúde.
Quesede Ayres responde por desvios que somam cerca de R$ 10 milhões na gestão da saúde de Goiânia.
Repercussão Jurídica e Institucional
O Tribunal de Justiça de Goiás decretou, em dezembro de 2024, a intervenção direta da administração estadual na Secretaria Municipal de Saúde devido à gravidade das irregularidades constatadas nas investigações policiais e nos relatórios do Ministério Público.
A defesa de Quesede Ayres ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações, mantendo o espaço aberto para esclarecimentos oficiais.



