Na Zona Sul de Macapá, no domingo (27), o major da Polícia Militar Anderson Fernandes, 38 anos, morreu após ser atingido por tiros durante um confronto entre agentes militares e policiais penais, no mesmo local onde uma equipe policial encontrou o ferido e acionou o Hospital de Emergência, onde a óbito foi confirmado.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A Polícia Civil da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) instaurou inquérito formal para apurar os fatos relativos à morte do major, que ocorreu durante o confronto na Avenida Padre Júlio, por volta das 20h45, envolvendo agentes militares e penais que se encontravam fora do serviço. A pericia técnica confirmou a troca de tiros, com apreensão de arma de fogo calibre 38 e quatro policiais penais encaminhados ao Ciosp do Pacoval, unidade de segurança penal de regime semiaberto vinculada à Secretaria de Estado da Justiça.
O major Anderson Fernandes, integrante do 1º Batalhão da PM, havia sido transferido em agosto deste ano do 12º BPM, após 15 anos de carreira militar iniciada em 2011, sendo reconhecido por colegas como oficial exemplar. O caso gerou comoção institucional, com pronunciamento da Sejusp que destacou a investigação detalhada sobre a participação dos agentes em atividade fora do horário oficial.
O major Anderson Fernandes, com 15 anos de carreira militar e trajetória consolidada no 1º Batalhão da PM, morreu após ser atingido por tiros durante confronto com policiais penais na Avenida Padre Júlio, zona sul de Macapá.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Jurídicos
A Sejusp comunicou que a Polícia Civil continuará apurando responsabilidades individuais no caso, com ênfase na conduta dos agentes militares e penais que estavam de folga durante o encontro, incluindo o próprio major, enquanto o Ministério Público do Estado do Amapá deve intervir para eventual responsabilização criminal conforme o Código Penal local.
O s próximos passos incluem a apreciação dos laudos periciais balísticos e a designação de comissão mista para avaliar eventuais falhas operacionais no protocolo de atuação durante confrontos entre corporações de segurança pública.



