O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja extinguir o sistema de pagamentos instantâneos Pix, durante discurso realizado no sábado (5/9) em São José do Rio Preto, São Paulo, em evento dedicado à revolução digital e à inteligência artificial.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A declaração ocorreu em um contexto de tensão comercial crescente entre Brasil e Estados Unidos, centrada no uso do Pix como ferramenta financeira gratuita e de acesso universal, que tem sido alvo de críticas por parte do governo norte-americano. Segundo apuração realizada junto ao Palácio do Planalto, o presidente brasileiro vinculou a defesa do Pix à estratégia de soberania tecnológica, reafirmando a vontade de evitar dependência tecnológica externa em prol do desenvolvimento nacional de soluções digitais em português. O governo dos EUA, por sua vez, considera o Pix uma prática comercial desleal que prejudica os interesses econômicos de provedores de pagamento norte-americanos, cujas receitas têm sido impactadas pela ausência de tarifas nos transactions.
O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Em resposta à declaração de Lula, o governo dos Estados Unidos reiterou sua posição de que o Pix constitui uma barreira ao comércio justo e solicitou avaliação técnica por parte da O rganização Mundial do Comércio (O MC), enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a postura americana como 'protecionismo disfarçado de justiça comercial'. Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais para reforçar a intransigência do governo brasileiro em relação ao sistema.
Especialistas em economia digital apontam que a eventual extinção do Pix provocaria impactos estruturais no ecossistema financeiro nacional, afetando especialmente pequenos empreendedores e populações vulneráveis que dependem da gratuidade e rapidez das transações instantâneas.



