A Fundação Amazônia de Amparo à Pesquisa (Fapespa) divulgou, em 7 de junho de 2026, estimativa que aponta crescimento de 1,17% no PIB do Pará no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano, superando a variação nacional de 0,48% e destacando a recuperação impulsionada principalmente pela agropecuária e pela indústria, apesar do recuo anual de 0,07% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise trimestral do Produto Interno Bruto paraense, elaborada com base no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE e auditada pela Fapespa, revelou que o valor econômico alcançou R$ 74,8 bilhões neste período, representando 2,2% da economia brasileira e configurando-se como 0,48% acima da variação nacional registrada entre abril e junho.
O desempenho estadual também refletiu recuperação mensal: a agropecuária avançou 8,72% na comparação com o primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela colheita do milho de segunda safra e pelo aumento nos abates e no preço do boi, enquanto a indústria registrou crescimento de 2,88% graças à produção do complexo de minério S11D em Canaã dos Carajás; por outro lado, os serviços caíram 1,66%, sobretudo por conta da retração do segmento imobiliário.
Apesar da valorização trimestral, o Pará registrou queda de 0,07% no PIB em relação ao segundo trimestre de 2025, quando o crescimento nacional atingiu 1,98%, indicando desaceleração anual que aponta para uma economia ainda vulnerável a choques externos e à dependência setorial.
Nos seis primeiros meses de 2026, o acúmulo estadual foi de 0,33%, muito abaixo dos 1,91% do país, com a agropecuária crescendo 7,08% no semestre e a indústria extrativa caindo expressivamente 10,36%, evidenciando desequilíbrios estruturais na matriz produtiva paraense.
O PIB paraense alcançou R$ 74,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando 2,2% da economia brasileira e superando a variação nacional em 0,48 ponto percentual.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Fapespa destacou que os números são estimativas preliminares e podem sofrer revisões posteriores com a consolidação definitiva dos dados pelo IBGE; além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista oficial que o desempenho regional reflete a eficácia das políticas de estímulo à produção rural e ao setor mineralizador.
O presidente da FPA (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará), João Almeida, declarou que o robusto desempenho agropecuário responde a investimentos estratégicos na logística de transporte e à valorização da cadena produtiva local.



