A pesquisa Quaest, registrada sob o número MA-02558/26 no TSE, revelou nesta segunda-feira (24) que a deputada federal Roseana Sarney (MDB) registra 16% das intenções de voto para o Senado Federal no Maranhão, posicionamento que, apesar da vantagem nominal, se mostra tecnicamente empatado com os candidatos Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (Novo), ambos com 11% e 10%, respectivamente, dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais.
Diagnóstico Eleitoral e Metodologia da Apuração
O levantamento Quaest, conduzido entre 20 e 23 de agosto com amostra de 900 eleitores maranhenses de 16 anos ou mais, apurou as intenções de voto para as duas vagas do Senado, considerando a soma das menções para primeira e segunda opção, o que totaliza 100% das respostas válidas, brancas/nulas e indecisas.
A análise dos dados demonstra que, embora Roseana Sarney mantenha leve vantagem na primeira-vaga intenção de voto, a proximidade dos resultados com Weverton Rocha e Lahesio Bonfim evidencia um cenário de polarização competitiva, ainda que ainda não definitive, em um contexto onde os candidatos de partidos menores — Fufuca (PP), Eliziane Gama (PT), Dr Hilton (Mobiliza) — aparecem com intenções entre 5% e 9%, configurando uma disputa multipolar que exige atenção especial para eventuais deslocamentos de voto nos dias subsequentes ao pleito.
Roseana Sarney lidera com 16% as intenções de voto para o Senado no Maranhão, segundo pesquisa Quaest com margem de erro de 3 pontos percentuais.
Repercussão Política e Desdobramentos Institucionais
As declarações do presidente da legenda MDB no Congresso Nacional, senador Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reforçam a estratégia de priorizar a candidatura de Sarney como peça-chave na tentativa de consolidar a base governista nos estados do Nordeste, especialmente diante da proximidade do prazo para a definição oficial dos candidatos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Especialistas apontam que a competitividade entre os três principais postulantes — Sarney, Rocha e Bonfim — deve intensificar nos próximos meses, sobretudo com a proximidade do calendário eleitoral nacional e a necessidade de alinhamento com prefeitos e lideranças regionais para garantir fôlego político nas urnas.



