Na quinta-feira (8), às 17h, o vereador Renan Normando (MDB) foi eleito presidente da Câmara Municipal de Belém para o biênio 2027/2028, após decisão judicial que autorizou a realização da sessão e suspendeu liminar que havia impedido a eleição, consolidando uma transição de poder marcada por tensões políticas e disputas sobre o regimento interno.
Contexto Institucional e Judicial da Eleição
A eleição ocorreu após uma sequência de decisões judiciais que redefiniram o cenário político municipal: uma liminar, proferida pela manhã, suspendeu temporariamente o pleito devido a questionamentos sobre alterações no regimento da Câmara que reduziram o prazo para inscrição das chapas; horas depois, uma nova decisão judicial autorizou a retomada da sessão, permitindo que a votação fosse realizada no fim da tarde com 29 votos em favor da chapa 'União e Compromisso por Belém'.
A apuração contou com forte tensão política, incluindo impedimentos físicos à entrada de parlamentares opositores — como Vivi Reis (PSOL), Marinor Brito (PSOL) e Ágatha Barra (PL) — no prédio da Casa, além da presença de dois parlamentares que se abstiveram e três vereadores do PL que votaram contra a chapa, enquanto a vereadora Nay Barbalho optou pela ausência.
Renan Normando, irmão do prefeito Igor Normando, assume a presidência da Câmara com potencial para ocupar a Prefeitura em 2027 caso Cássio Andrade deixe o cargo para assumir mandato federal.
Repercussão Política e Sucessão Municipal
A Prefeitura de Belém, por meio de nota oficial, reafirmou que a Câmara Municipal detém autonomia constitucional e que não caberá ao Executivo se manifestar sobre decisões soberanas do Legislativo, destacando a independência institucional entre os Poderes.
Com Cássio Andrade eleito deputado federal em 2026, a saída do vice-prefeito do cargo abrirá caminho para que Renan Normando, atual presidente da Câmara e parente do prefeito, assuma a primeira suplência na linha sucessória municipal, consolidando uma concentração familiar no alto escalão do poder local.



