A Blau Farmacêutica, sob a liderança do diretor-presidente Marcelo Hahn, encontra-se em fase avançada de avaliação para a realização de um follow-on com o objetivo de elevar o número de ações em circulação e ampliar a liquidez dos papéis, num prazo estipulado até o final de 2027, conforme comunicado em entrevista ao programa Capital Insights.
Contexto Regulatório e Desafios de Governança Acionária
A empresa, que iniciou suas operações no mercado de capitais em 2021 por meio de autorização especial concedida pela B3, enfrenta atualmente a exigência normativa de manter um free float mínimo de 20%, atualmente registrado em 17,5%, segundo dados da própria companhia e da agência reguladora.
A solicitação formal de renovação do waiver, protocolada em agosto pela Blau à B3, foi concedida automaticamente por mais um ano, estendendo o prazo para adequação até 31 de dezembro de 2028, medida que assegura margem para a estruturação do follow-on sem riscos de suspensão regulatória.
A Blau precisa elevar seu free float de 17,5% para 20% até 31 de dezembro de 2028 para evitar penalidades regulatórias e garantir sua continuidade no mercado de capitais.
Repercussão Institucional e Perspectivas Estratégicas
O diretor-presidente da Blau, Marcelo Hahn, reiterou que a estratégia da família é preservar a companhia como instrumento de valorização acionária e moeda para operações societárias, sem planos de venda direta de ações ou fechamento de capital, priorizando a recuperação do preço das ações por meio da melhora dos resultados operacionais e do pipeline de produtos.
O desenvolvimento do biossimilar do pembrolizumabe, com potencial para dobrar a receita da empresa ao entrar no mercado, aliado à expansão das exportações na América Latina e à entrada em nove países com estudos clínicos previstos para conclusão em 2027, reforça a aposta da Blau em valorizar seu patrocínio científico e atrair investidores.



