Na quinta-feira, 27 de agosto, às 14h30, a Capela 7 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro, acolheu o velório da arquiteta Maria Elisa Costa, aos 91 anos, filha do renomado arquiteto Lucio Costa e única sucessora direta de seu legado intelectual e profissional. O ritual fúnebre, que se estendeu até 16h45, antecedeu sua cremação e contou com a presença de familiares próximos e pessoas ligadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Contexto Histórico e Profissional da Arquiteta
A cerimônia de despedida ocorreu dois dias após o falecimento da arquiteta na terça-feira (25/8), quando Maria Elisa Costa veio a falecer aos 91 anos em seu domicílio no Rio de Janeiro, conforme informado pela família. O velório teve acesso restrito a parentes e amigos íntimos, em respeito ao caráter reservado do momento, conforme determinado pela família. A arquiteta dedicou sua vida à promoção da identidade arquitetônica brasileira, tendo presidido o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entre 2003 e 2004, cargo que consolidou sua atuação como guardiã do patrimônio cultural de Brasília.
Nascida em outubro de 1934 no Rio de Janeiro, Maria Elisa Costa formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1958 e iniciou sua trajetória profissional na Novacap, onde colaborou para a consolidação do projeto urbano de Brasília entre 1959 e 1964. Sua atuação técnica e institucional incluiu passagens pela equipe de Bernard-Henri Zehrfuss em Paris (1964-1968), exercícios na Projeto Arquitetos Associados (1968-1969) e a liderança técnica da C&S Planejamento Urbano Ltda. (1970-1982), sempre com foco na articulação entre planejamento urbano, patrimônio e identidade nacional.
Maria Elisa Costa dedicou 63 anos à promoção da identidade arquitetônica brasileira e preservação do legado de Brasília.
Repercussão O ficial e Legado Institucional
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, decretou luto oficial de três dias em homenagem à arquiteta, destacando sua contribuição como 'ícone' e 'símbolo de Brasília', além de reconhecer seu 'enorme legado' para a preservação da identidade arquitetônica e da luta pela consolidação de Brasília como patrimônio cultural da humanidade. A declaração oficial foi publicada no portal da Governadoria e repercutiu nas instituições culturais do país.
A partir de seu legado institucional, Maria Elisa Costa deixou um impacto duradouro no Iphan e na Casa de Lucio Costa, instituição que ela presidiu para garantir a preservação da memória familiar e arquitetônica. Seu afastamento do cenário ativo ocorreu em 2004, mas sua influência permanece como referência para novas gerações de profissionais do urbanismo e conservação patrimonial.
< Deixa um enorme legado para a preservação de nossa identidade arquitetônica e a luta pela preservação de Brasília como patrimônio cultural da humanidade}]}} | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | /||/////////////////////||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||/ /||\ /\//\ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\ \ //\.
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