Em meio à reta final da eleição presidencial, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, manifestou a preocupação institucional com a interferência da Meta nas eleições brasileiras, alertando para os riscos que a atuação de grandes plataformas digitais impõe à democracia em âmbito global, enquanto a campanha de Lula intensifica denúncias e aguarda o cumprimento das decisões do TSE.
Contexto Institucional e Apuração das Denúncias
A Secretaria de Comunicação Social confirmou que a Meta é alvo de investigação por suposta parcialidade na distribuição de anúncios e no algoritmo de alcance durante o segundo turno, fato que já motivou manifestações da campanha de Lula e do senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da coordenação jurídica eleitoral.
Segundo o ministro Sidônio Palmeira, a plataforma estaria favorecendo indiretamente um dos candidatos ao otimizar o alcance de publicações e limitar a visibilidade de conteúdos contrários, configurando potencial violação ao princípio da imparcialidade eleitoral previsto no Código Eleitoral e nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
A Meta nega qualquer favorecimento aos candidatos, mas reconhece falhas técnicas em auditorias internas referentes às contas vinculadas à campanha de Lula
Repercussão Política e Desdobramentos Legais
Sidônio Palmeira destacou que o tema transcende as fronteiras nacionais, configurando-se como parte de um debate global sobre o poder das big techs sobre processos democráticos, com risco real de erosão da confiança institucional em pleitos eleitorais em países com sistemas semelhantes ao brasileiro.
Camilo Santana afirmou que a campanha continuará utilizando todos os recursos legais, incluindo ações judiciais junto ao TSE e órgãos internacionais, para garantir que as decisões proferidas sejam cumpridas integralmente até o dia 30 de outubro, data limite para o segundo turno.



