Investigadores da Polícia Federal avaliam se o senador Flávio Bolsonaro recebeu apoio de empresários e políticos de direita para deixar o Brasil. A apuração busca identificar os proprietários dos veículos e aeronaves usados no trajeto até os Estados Unidos, com possibilidade de solicitar quebras de sigilo telemático e telefônico.
Segundo relatos à CNN, o esquema teria o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz, ambos nos Estados Unidos. O senador viajou primeiro para a fronteira entre Brasil e Argentina, seguiu de avião com parada no Equador e depois prosseguiu para os EUA.
A PF monitorava uma ameaça de fuga antes do resultado do segundo turno presidencial. Horas após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do candidato do PL à sucessão presidencial.
O envio de recursos para fundos estrangeiros, oriundos da arrecadação com o filme Dark Horse, também é investigado como parte de um plano de sobrevivência no exterior. Por esse motivo, Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos por evasão de divisas, sendo um deles relacionado a negócios com Willer Tomaz.



