O presidente Isaac Herzog anunciou neste sábado (7) o convite a Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas de Israel e rival político de Benjamin Netanyahu, para tentar formar um novo governo. A decisão ocorre após as eleições inconclusivas do mês passado, que não resultaram na destituição do primeiro-ministro atual.
Eisenkot enfrenta um cenário complexo, pois sua coligação não detém maioria nas cadeiras parlamentares. Entre os possíveis caminhos, ele poderia formar um governo minoritário com o apoio dos partidos árabes Ra'am e Lista Conjunta, somando 67 dos 120 assentos, embora o partido Israel Nossa Casa tenha rejeitado repetidamente essa hipótese.
Outra alternativa seria fechar um acordo com os dois partidos ultraortodoxos, que detêm 13 cadeiras e garantiria uma maioria de 61 assentos. No entanto, isso exigiria consenso sobre as isenções do serviço militar para seminaristas ultraortodoxos, ponto criticado por Eisenkot e por Avigdor Lieberman, líder do Israel Nossa Casa.
Também existe a possibilidade remota de um governo de unidade com o Likud de Netanyahu, que somaria 67 cadeiras. Essa opção exigiria que os parceiros de Eisenkot quebrassem a promessa eleitoral de remover Netanyahu do poder e que o primeiro-ministro abandonasse seus aliados naturais da ultradireita e ultraortodoxos.
Caso Eisenkot não consiga formar governo dentro do prazo de 42 dias, Herzog provavelmente indicará Netanyahu para tentar. Se ambos falharem, o parlamento pode indicar outro candidato em um processo de cerca de 100 dias, e novas eleições serão realizadas se ninguém tiver sucesso.
