A C&A registrou um lucro líquido de R$ 170,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando uma alta de 145,1% em relação aos R$ 69,5 milhões apurados no mesmo período de 2025. Esse resultado foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos fiscais de PIS e Cofins decorrentes de avaliações jurídicas sobre insumos essenciais.
Ao desconsiderar esse efeito fiscal, o lucro líquido ajustado pós-IFRS 16 recuou 23,3%, totalizando R$ 56,5 milhões ante R$ 73,6 milhões no ano anterior. A receita líquida consolidada avançou 2,3% na comparação anual, chegando a R$ 1,88 bilhão, puxada principalmente pelo segmento de vestuário, que somou R$ 1,69 bilhão.
O canal digital (site e aplicativo) cresceu 27,6% e alcançou uma participação de 8,0% nas vendas de mercadorias. A companhia também registrou sua 21ª expansão trimestral consecutiva na margem bruta de vestuário, que atingiu 56,0%, apoiada pela precificação dinâmica e pela nova estratégia logística.
Por outro lado, o Ebitda ajustado pós-IFRS 16 caiu para R$ 317,6 milhões (margem de 16,9%), refletindo investimentos não recorrentes em marketing relacionados aos 50 anos da marca no Brasil e à participação no festival Rock in Rio. O Capex totalizou R$ 183,9 milhões, com expansão de 26,2% motivada por reformas de lojas e a operacionalização do novo Centro de Distribuição no Nordeste.
A dívida líquida ficou em R$ 200,5 milhões, uma piora de 119,2% na comparação anual. O resultado financeiro foi negativo em R$ 56,9 milhões no trimestre. A companhia encerrou o período com alavancagem de 0,2 vez dívida líquida sobre Ebitda e um ROIC ajustado de 18,0% em doze meses.



